Fantasilandia




Quando estive no Chile, em fevereiro deste ano, eu e Martín, o meu amigo argentino, decidimos ir ao parque de diversões Fantasilandia, em Santiago. Criançona que sou, fiquei louca para ir no momento que vi as fotos. Martín tenta se fazer de mais maduro, quero dizer, de mais cool na maior parte do tempo, mas não conseguiu dizer não, até porque ele nunca tinha ido num parque de diversões.

Pelas referências que vimos, não estava esperando muita coisa do local. Principalmente na hora que chegamos: o parque de diversões é dentro de um parque, o Parque O'Higgins. Fiquei imaginando que seria mais um daqueles parques com brinquedos simples e infantis. Que nada.

Foi uma surpresa muito boa. O parque é bem atual - e quando fomos, tinha atrações novas, o que significa que ainda havia uma preocupação com as atrações, ou seja, nada de brinquedos velhos.

Foto tirada pelo Martín

Tem atrações para todos os gostos - desde aquelas que molham até montanhas russas de ponta cabeça. As atrações apresentam também o público alvo, tanto no mapa quanto na entrada, apresentando os níveis de adrenalina que ela gera (eletrizantes, moderados e infantil).

Como o parque estava relativamente vazio no dia (fomos em uma sexta-feira fora do período de férias), tentamos ir em todos os brinquedos (menos os da área de crianças, porque, por razões óbvias, não podíamos entrar), mas claramente os mais eletrizantes nos chamavam o tempo todo.

Martín se apaixonou de cara pelo Raptor, uma montanha russa que nos gira de ponta cabeça. Acredito que fomos umas três ou quatro vezes na montanha russa, ou talvez mais. Não lembro realmente a quantidade - o que me lembro é que Martín se decidiu que, antes de irmos embora, o último brinquedo que deveríamos ir era no Raptor, já que era o melhor de todos e devíamos fechar com chave de ouro.

De fato o Raptor é sensacional. Mesmo apaixonada por parques de diversões, nunca tinha ido numa montanha russa que virasse de ponta cabeça (nem o Hopi Hari nem o antigo Playcenter tinham, infelizmente), então fiquei quase tão doida por aquela montanha russa quanto ele. Mas o meu preferido ainda foi o Boomerang, que que era como um looping de frente e de costas.


De qualquer forma, tanto o Raptor quanto o Boomerang estavam no TOP2 dos dois. Todos os outros eram bons, mas esses eram imbatíveis. Um dos nossos favoritos foi o Tren Minero, que é outra montanha russa, mas um pouco mais tradicional.

Acabamos indo só uma vez no Tren Minero, até porque foi a maior das filas. Nada demais, contudo. No máximo uns dez minutos. A parte boa da demora é que conhecemos dois irmãos chilenos que, depois disso, nos acompanharam pelo resto da tarde. Foi divertido ter mais gente para compartilhar o parque - ainda mais que eles também curtiram tanto o Raptor e o Boomerang.

Outro brinquedo que vale a pena mencionar é o Air Race. Ele também está na categoria dos eletrizantes você entra uma nave espacial que me lembrou muito o Buzz Lightyear. São várias naves em círculo. Basicamente, você é girado ao redor do centro do brinquedo, mas a nave sobe e desce ao mesmo tempo em que gira de ponta cabeça. Falando assim, parece um pouco enjoativo, mas é muito bom.

Claro, considerando que você não tenha estômago fraco.

O Kamikaze e o Evolution são os clássicos de todos os parques de diversões, então não preciso falar muito mais além de confirmar que também tem uma versão na Fantasilandia.

Quanto ao preço, a entrada inteira custa 13.000 pesos chilenos, o que, na época que eu fui, estava por volta de R$ 70,00. Não é exatamente barato, mas é o preço de parques de diversão. Aliás, comparando com o Hopi Hari aqui de São Paulo, está mais barato e valendo mais a pena.

Levamos comida de casa e foi super tranquilo de entrar. Além dos lanches que levamos, comemos hotdog também. Como todos os parques, tem vários quiosques com as tranqueiras que adoramos (hotdog, hamburger, pipoca e por ai vai). Tinha restaurante também, mas nem eu nem Martín somos adultos responsáveis preocupados com comida decente, então não posso dizer se é bom ou não.

Enfim, só tenho coisas boas para falar do Fantasilandia. Valeu muito a pena. Se eu voltar a Santiago alguma vez, com certeza estará em meu roteiro passar por lá mais uma vez. Vá, sem medo de ser feliz. 





Obs.: Tirando a foto de capa, todas as outras fotos, bem como o vídeo, foram tiradas pelo Martín

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