Verde Esmeralda: Wicked, o Musical



Wicked: A História Não Contada das Bruxas de Oz é um musical baseado no romance de Gregory Maguire, "Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West", uma recriação do filme O Mágico de Oz. O musical é contado a partir da perspectiva das bruxas da Terra de Oz; a trama consiste em episódios ocorridos antes e após a chegada de Dorothy em Oz, incluindo referências ao filme de 1939 e ao livro de L. Frank Baum.

O enredo apresenta história de duas amigas: Elphaba, a Bruxa Malvada do Oeste e Glinda, a Bruxa Boa do Norte, que cruzam seus destinos muito cedo, mas em virtude de personalidades e interesses distintos, e diante da forma de governo do Mágico de Oz, se vêem obrigadas a seguirem caminhos diferentes. 

Sou suspeita para escrever essa postagem, é verdade, mas é impossível deixar de comentar sobre esse espetáculo. Já aviso que eventuais exageros de minha parte são decorrentes de um amor incontido por esse musical.

Conheci Wicked através do seriado Glee - por culpa daquele episódio em que Rachel e Kurt disputam com a música Defying Gravity. A letra da música me conquistou de primeira e logo fui atrás da versão original - então me deparei com a interpretação da maravilhosa Idina Menzel, que eu já conhecia por causa do filme Rent - que, depois descobri, também foi baseado em um musical da Broadway.


Uma música música me levou a outra e quando percebi já conhecia a trilha sonora inteira de cor. Na época, o Youtube me salvou da vontade de assistir o musical inteiro - mesmo assim, não foi o suficiente. Somente cinco anos depois puder assistir ao vivo.

Foi no The Apollo Victoria, em Londres. Assim que desembarquei nas terras britâncias, estava determinada a assistir. Até paguei o ingresso para irmã, que não estava tão afim de assistir por causa do preço (na época, o que seria uma Platéia A custava 45 libras). Não foi exatamente barato, mas valeu cada centavo.

O Apollo Victoria apresentou uma preocupação especial com o hall de entrada - me senti em plena Cidade das Esmeraldas. Todo hall era verdade - tanto a área de compras de souvenir quanto de alimentos. Meu encantamento já começou naquele momento e aumentou assim que entrei no teatro efetivamente. O cenário de entrada é incrível. O dragão no teto... O mapa de Oz no palco, com o centro iluminado em verde representando a Cidade das Esmeraldas.

Uma palavra?

Magnífico.



Mesmo já conhecendo o musical, mesmo conhecendo praticamente todas as músicas e falas de cor, quando a Overture começou a tocar, meu corpo todo se arrepiou. Não sou entendida de música (não a ponto de poder criticar), mas os arranjos desse musical são sensacionais. Praticamente nem piscava - estava completamente dominada.

Eletrizada.

Saímos minha irmã e eu completamente encantadas. Primeira coisa que fizemos ao sair do teatro foi procurar outro musical para assistir. Por muito pouco não entramos para assistir Billy Elliot logo na sequência.

A única diferença que realmente senti foi no sotaque, já que estava acostumada com a versão americana. Isso foi muito claro, principalmente no primeiro solo do Fiyero - Dancing Through Life. Dava até vontade de rir ao ouvir |dâncin| no lugar de |déncin|, mas, ainda sim, foi magnífico. Aliás, a Glinda estava excepcional! (Savannah Stevenson, você é maravilhosa).

Não conheço o trabalho dos atores que estavam em cartaz na época a fundo, mas foram todos incríveis. A produção de Wicked é realmente fora de série. Se eu já era apaixonada antes, imagina depois de assistir ao vivo.



Imagina, então, minha felicidade quando foi divulgada a produção da versão brasileira. Logo se tornou um must da minha vida.  Fui assistir duas vezes - uma vez fui convidada por um amigo e outra fui com a minha família. Fiquei, respectivamente, na plateia B e na plateia VIP.

Para quem já viu mais de uma versão, é difícil não fazer comparação. O musical é igualmente incrível, ainda que a tradução sempre perca um pouco do brilho da música original. Alguns detalhes de cenário mudaram de uma versão para outra,mas nada de grande importância. No geral, é a mesma coisa.

A grande diferença que senti, contudo, foi quanto ao som dependendo do lugar. Na plateia VIP o áudio parecia preencher a casa toda. Dava para escutar tudo com precisão canina (ou sei lá qual animal escuta bem). Na plateia b, o áudio parecia meio vazado. Ainda para escutar tudo, mas não tinha a sensação de plenitude do áudio.


Além disso, eu prefiro ver de mais perto (e quem não, né?) para enxergar a expressão dos atores. A vantagem de sentar mais ao fundo é enxergar o palco inteiro mais facilmente - o todo ao invés do detalhe.

De todas posições, vale a pena o espetáculo, seja na versão que for. Recomendo para todos. Confira os ingressos para Londres aqui e para São Paulo aqui.

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